sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Desvendando o final de “A Batalha do Apocalipse” (ou não)


Tenho recebido muitos emails, tweets e mensagens diretas de leitores confusos com o final de “A Batalha do Apocalipse”, então reproduzo aqui o texto que costumo enviar em resposta. Fiquem à vontade para debater nos comentários. Ah, e CUIDADO! Não continue se você ainda não terminou de ler ABdA. A seguir, puro SPOILER.

"ATÉ QUANDO ELES VOLTARAM A RODA DO TEMPO?"

Para entender o desfecho de "A Batalha do Apocalipse", é preciso, antes, compreender a questão do livre-arbítrio, tema que é colocado intensamente nas três partes. O romance fala sobre essa ideia de que cada um de nós construímos o nosso destino, da primeira à última página. O diálogo entre Ablon e Gabriel, em especial, é o mais significativo neste ponto.

Assim, tentei fazer, no final, algo coerente. A história fecha, mas deixa a bola nas nossas mãos, seres humanos, que somos os únicos que podem mudar o mundo. Essa é a mensagem do livro em branco, no final. Cada um constrói o seu próprio caminho. Se não houvesse aquele final, a obra toda simplesmente não teria sentido.

Dar uma resposta clara seria contrariar o que foi exposto durante toda a narrativa. Gabriel diz a Ablon que homens e anjos se alimentam da utopia que seria a existência de Deus, enquanto Deus está, na verdade, dentro de nós. Só nós mesmos podemos reger o nosso futuro. Às vezes isso irrita. Às vezes é desagradável, em nossas vidas, sermos obrigados a fazer certas escolhas. Mas é assim que a vida é.

Da mesma forma, eu, como autor, não podia dar essa resposta. É cada leitor que deve encontrá-la. Este é o simbolismo do epílogo de "A Batalha do Apocalipse".

Por um lado, deixar um final em aberto gera estranheza e revolta; por outro, dá ao leitor a possibilidade de criar seu (s) próprio (s) final (is) e interagir mais com esse universo.

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40 comentários:

Flávia disse...

Eu agradei bastante dessa forma de final, mesmo porque, neste aspecto, sou bem como você falou, eu curto viajar, imaginar meus próprios finais ou mesmo continuações de uma história. Pra mim não tem o que tirar nem o que colocar em ABdA, ele fecha o ciclo da Jornada do Herói e é uma história redonda (clichês Spohrianos usados à vontade aqui. Lavagem cerebral rules!). De qualquer forma, parabéns!

Tiago "The Portal" Soares disse...

Também gosto de finais abertos (bem-feitos, claro), e o da ABdA me agradou muito. Mas vou te dizer que não considero esse final tããão aberto assim - já que, independente da pergunta "o quanto eles voltaram", é possível ter uma boa ideia do curso de ação geral do Ablon após seu retorno.

E mais uma vez, meus parabéns pelo excelente livro!!

Pedro Fabri disse...

O final é sensacional. Deixa o leitor decidir/imaginar o que aconteceu.

Como no final de "A Torre Negra", o recomeço não necessariamente quer dizer que tudo será feito da mesma forma.

E o melhor é que com a Runa da Mente, Ablon pode enxergar que não amar com medo das consequencias foi um erro que ele certamente consertará nesta segunda chance.

Parabens Eduardo por conseguir transitar por tantas religiões e dogmas, sem ferir ou agredir nenhuma delas.

Estou ansioso por suas próximas obras.

Abs.

jefhcardoso disse...

Olá! Com licença; deixe que me apresente: sou Jeferson, um homem comum que gosta de escrever. Quando tenho um tempo saio vadio em visitas a blogs, seguindo a seta que aparece no auto da pagina inicial (próximo blog>>). Posso afirmar que é uma experiência “deliciante”.
Quando encontro um blog bem legal eu posto um comentário e deixo o convite para que conheçam o http:jefhcardoso.blogspot.com/ . Pela proposta de seu blog creio que poderá encontrar algo em minha sessão em preto e branco, que data de novembro.

Parabéns por seu blog e desculpe a intromissão.
Abraço: Jefhcardoso.

Carlos Magno disse...

Concordo,

E no meu final, Ablon continua sendo um deus menor*, como antes de girar a roda do tempo.

Poder, acima de tudo, é conhecimento. Tendo o conhecimento de um deus (no caso, um terço do poder do Deus Criador) é suficiente para ele manter seus poderes como divindidade e por um fim na guerra.

NerdJF disse...

Eu até que gostei do final.

Mas só uma coisa: Isto que você escreveu aqui, já está escrito no livro, na última frase, após o fim. "Você constrói o final dessa história" foi um ótimo modo de terminar o livro sem terminar necessariamente a história.

Eden Thiago Ferreira disse...

Achei o final fantástico, não tinha como terminar melhor, na minha visão aquela história acabou, não tem mais o que contar dela a partir daquele momento, eu não preciso saber. E você ainda foi "bondoso" por mostrar um final bom pra Shamira e o Ablon, porque pensei que no final ia tudo pro caralho.

Esc disse...

Olha, eu não gostei do final. Eu acho que final é final. Contudo aceito, da mesma forma que aceitei muito bem o final de Matrix por ter certeza que o fim fechou muito bem, sem épilogo e nem nada extra. Contudo no ABdA eu achei que foi um pouco demasiado. Fica estranho, ele voltou no tempo desda época que conheceu a Feiticeira? Se ele esta na Terra, quer dizer que ele caio novamente? Enfim, não fico uma interpretação, so voltou no tempo e fim? O que mudou? Mas a composição do final superou esta minha pequena frustração de naõ ter um final final no livro.

Enfim. Fico faltando, oq ele fez para mudar? Era o unico que teve a mente preservada, e agora anda de carro feliz? Achei vago d+.

Livs disse...

Será que só eu não me importei com "até quando eles giraram a roda"? Porque simplesmente, não faz diferença.

O que muda é "eles girariam ou não a roda?"

Até porque, uma vez que eles tomaram a decisão de girar uma vez, poderiam virar novamente outra e outra e outra... A cada vez que ela chegasse ai fim... Então, o até quando, simplesmente não mudou nada pra mim!

ruz disse...

Eu gostei bastante do livro, e pra mim, o final foi assim: primeiro eu imaginei que o Ablon preveniu os outros dois, e assim conseguiram evitar cometer o mesmo erro e neutralizar miguel e lucifer.

depois pensei em outra coisa: mesmo voltando no tempo, quem morreu, não revive mais. assim, apenas os 4 seres celestiais (os 3 que viraram a roda do tempo + o ofanim (não me lembro direito, mas é o que vira luz). assim não tinha mesmo mais nenhum arcanjo, nem lucifer, nem inferno nem nada mais. só sobrou eles como seres supremos, e Ablon resolveu viver entre os humanos, para admirar a obra divina.

Marcos Ian disse...

Eu sou da tua opinião Eduardo, e digo mais, acho que depois da roda do tempo podia ter terminado ali, soh com um abrir de olhos, sem precisar mostrar akela parte do carro saca?

tudo bem que agora eu pensando fica mais pra uma cena de filme que qqer outra coisa, mas o não mostrar acho que deixa mais a curiosidade, como o final de a Origem

Ispinhooo disse...

Já faz algum tempo que terminei a leitura da versão nerdbooks [ed. definitiva de colecionador, cof cof] e não estou com o livro aqui pra consultar, mas lembro que imaginei o seguinte: Ablon voltou no tempo, mas não muito; uniu-se a Orion pra levar Apollyon o mais alto possível, acima da atmosfera [melhor estilo Shiryu vs Shura de Capricórnio]; Orion chuta Ablon de volta pra Terra e este cai; Orion segura Apollyon e a explosão toma o céu, mas não mata ninguém lá embaixo. Os anjos vencem a peleja, o que resta dos demônios volta para o inferno [agora liderados pelo mestre do Aziel, não lembro o nome] e... Ablon tem a opção de liderar o que restou dos anjos ou viver uma vida normal com Shamira. Ele escolhe a feiticeira de En-Dor, joga fora o Livro da Vida e vai atrás de um novo começo com a amada. Foi o final que construí. Mas vai saber né, se o Eduardo tá escrevendo mais algo sobre este universo, talvez essa pergunta ainda seja respondida no futuro. Ou não =]

Gabriel P disse...

Ao final o Ablon se lembra de tudo graças ao feitiço de Shamira ou foi impressao minha?

MaxCavalcante disse...

afinal, se ele (Ablon) girou a Roda do Tempo, ele girou mesmo e o passado voltou novamente, regressando o passado regressa as ações feitas na história e a memória também regressaria, tendo isso acontecido, regressaria também o fato de Ablon ter ido ao Sheol, quando o Arcanjo Sombrio o convidou, regressando isso, voltaria também o momento em que A Feiticeira de En-Dor faria o ritual de proteção em Ablon, fazendo isso as 2 runas de proteção não teriam sido conjuradas e Ablon teria esquecido tudo, e as coisas teriam prosseguido desde o início até o fim novamente, até o momento em que ele giraria a Roda do Tempo, e voltaria a regressar e sempre apagaria a runa da mente, ou seja, para mim ficou muito confuso o fato de Ablon se lembrar de tudo.

Porém, como disse Eduardo, o final é meu mesmo, então para mim foi o seguinte: Ablon, Intitulado Supremo junto com seus 3 amigos, não poderia mais ser afetado por qualquer coisa, magia, ataque, fato do destino e outras coisas, principalmente pela onda que sugou toda a história, tendo isso em mente, Ablon girou a roda simplismente até momentos antes da batalha final, tornando com seu poder supremom, o plano físico e todos os outros reinos harmoniosos, deixando Nathanael, o Mais Puro, como regente do Universo, tornando todos os outros seres que voltaram a vida, inclusive Miguel, Gabriel e Lucifer seres mais felizes, pois o mais puro tornaria-se Deus (para eles), e Ablon continua sendo um deus, e o mesmo como um deus, consstruiu seu próprio futuro, ao lado de sua amada, e por algum feito do Criador, antes de se espargir pelos seres humanos, deixou uma partícula de si mesmo para que algum celestial vivesse eternamente com seu calor e seu amor. Até por que, o futuro não existe, se existisse, de que adiantaria as ações e esforços?!

Esse é o final que eu imagino, poré sei que havendo continuação, pode ser que seja com esse pensamento, ou diferentemente me desminta, mas, guardo esse final para mim, com Ablon sendo um deus mas vivendo entre os mortais, e sua amada eterna.

Obrigado pela atenção.

Doug disse...

Bem... não sei se as minhas idéias podem parecer estranhas a vcs, mas vamos manter relações com o epílogo e os últimos paragafos do "o crepusculo dos tempos". O fato de girarem a roda do tempo, não quer dizer que todos os 3 anjos e Amael voltaram a mesma época, bem me baseio nisso pelo fato de que Aziel e Amael gostariam de lutar com Gabriel e não cometer os velhos erros que cometeram, ja Ablon pode ter voltado no tempo bem mais a frente, em alguma época depois que Shamira ja havia lhe dado os poderes das runas assim explicando a permanencia da runa até o ponto de existencia delas, com essas mudanças no destino o livro da vida ja se mantem apagado, pois agora tanto os 4 anjos conseguiram se consagrar deuses em meio a tudo, mas vivem em tempos e universos diferentes..isso explica o que Shamira diz a Ablon "...as vezes eu fico sonhando com o final do mundo..." e Ablon responde que "...o apocalipse é o inicio de um reino de paz..." isso comprova que ainda sim haverá o apocalipse novamente, mas não da forma como foi da primeira vez ja que o céu agora possa ter uma nova ordem entre os anjos e homens, e o fato de Shamira dizer que acabara de despertar de um pesadelo e a runa da paz aparecer foram ligações rápidas ao espaço-tempo anterior com o espaço-tempo presente e a ultima coisa a se dizer é que quando todos os 4 conseguiram se tornar deuses naquele momento ganharam a dádiva do livre-arbitrio assimpodendo escolher seus caminhos como eu ja havia proposto acima.

bem galera essa foi a minha forma de pensar e dar uma conclusão a história.
abraços Eduardo, lança logo a continuação,kkk

Taciane Ebrahim disse...

Olá Eduardo.
Primeiramente, como disse no twitter, o livro em si é muito legal. Aventuras, passagem da história. Recriar o desaparecimento de Atlântica, Sodoma, Gomorra, Enoque (sou historiadora e amo isso tudo). Eu começava a ler e não queria passar mais. As personagens são muito carismáticas. Mas como disse, o final, para mim, foi desapontador.
Não falo sobre deixar no ar, como as coisas aconteceram (a roda do tempo, quanto ele voltou), acho isso bem legal na verdade. Mas foi a questão de voltar no tempo que não achei legal. Como sempre os arcanjos acreditavam, iriam sobreviver alguns seres humanos, o ser humano é uma raça sobrevivente, acima de tudo. Houve também a luta final entre Apollyon e Ablon que deveria, para mim, ter sido um dos pontos "X" do livro, porque durante todo livro há aquela vingança, aquele ódio entre os dois. E a luta que deveria ter sido entre os dois, foi interronpida pelo Rei Caído de Atlantida que foi a pessoa que deu cabo do imabtivel anjo negro. Não vou ficar divagando aqui tudo o que não achei legal, porque isso não faz do livro uma leitura ruim. Apenas que o final, para mim, é uma decepção por toda ideia e história do livro. Para mim não seria aquele o final, mas não sou a escritora do livro :D
Entretanto foi bem legal ver um brasileiro escrever sobre temáticas fantasiosas, é bem raro isso. Adoro livros de fantasia. Adoro livros em geral :)

marcelobatista47 disse...

entendi..o fato de deixar obiscuro o fianl ..no entento e possivel uma sequencia ....

Társis Lainara disse...

realmente eu fiquei pensando o dia inteiro se eu inha realmente entendido o final, e li o final umas tres vezes. mas realmente o livro ficou muito melhor em aberto, por isso eu acredito q o mundo ficou muito melhor. =o)

Galadriane disse...

Ok se o final é meu pra concluir nenhum deles é coerente.
Ablon voltou a roda (sem importar o tempo)- se ele voltou muito tempo não teria passado pelo feitiço de Shamira portanto não teria a runa e não se lembraria de nada.
deleta
Posso citar mais alguns finais q pensei, mas o que gostaria de saber do autor é, no ato da roda voltar, o que aconteceu antes de Ablon e os demais voltarem a roda (morte dos arcanjos, Appolyon explodindo tudo, etc...) muda ou não. Muito paradoxal mesmo pq não concordo qundo dizem que ele virou deus pois mesmo se sobrou só Shamira, Deus está presente nela, ou seja, a essência divina ainda existe. Ele se tornou "gerente" hahaha.
O que me deixa um pouco feliz é imaginar pobremente que Ablon voltou e conseguiu matar Appolyon e os Arcanjos, mesmo vendo a dificuldade em passar os planos.
Amei a obra, mas me decepcionei um pouco com a abrangência do final.

Stephanie disse...

Ola. Acabei de ler ABDA faz 4 ou 5 dias e ainda estou com o final martelando na minha cabeça.
em primeiro lugar gostaria de parabenizar o autor que e muito fera! Voce pensou em tudo, todos os detalhes, tipo nomes de lugares e descriçoes dos mesmos. O livro se torna cada vez melhor justamente pela riqueza de detalhes que te fazem realmente 'entrar' na historia. Amei o livro porem fiquei com varias duvidas.
Entao imaginei meu final. Se Ablon voltou no tempo como ele estaria com o livro da vida? Da pra viajar no tempo com objetos? O negocio da runa magica eu conclui que antes do Ablon voltar no tempo ele estava com a runa certo?! Entao ele a usou para poder voltar sem esquecer. Porem a unica conclusao mais ou menos coerente que eu encontrei foi: Ablon da um jeito de voltar no tempo com o livro da vida. Foi no livro da vida que Miguel e Lucifer leram que iam acabar com os humanos e virar Deuses. Entao Ablon acaba com o livro da vida. Mais enfim, nao e muito coerente porque nao consegui encontrar resposta ate agora para a pergunta ' ate onde eles voltaram? '
Essa e a pergunta mais dificil e eu gostaria de ler um trecho apenas que contasse o final em detalhes. Mais eu gostaria de ler um trecho escrito pelo proprio Eduardo!
AMEI o livro e acredito que a intençao do autor foi exatamente essa; fazer com que o leitor fique um bom tempo pensando no livro mesmo depois que acabou de ler. E tenha vontade de ler de novo. E comente com os amigos ( compra o livro, le ate o fim e depois me fala o que voce entendeu do final! ). Eu fiz isso.. Rsrsrs
Enfim o livro e otimo mais adoraria ler um ultimo capitulo ou uma continuaçao so pra acabar com a minha curiosidade!
BjoOs*

Beatriz disse...

olá,eu terminei de ler o livro hoje.Em geral eu gostei muito do livro ,só não entendi muito bem o final, Aliais,a historia realmente não teve um final,foi uma historia sem final,e isso catucou muito minha cabeça,oque aconteceria com o mundo?e a consnpiração de miguel e lúcifer teria continuado sem o livro da vida,que era o instrumento que os fazia acreditar em um final vitorioso para eles?
Sinceramente,eu espera que a história tivesse um final,mas enfim.A dúvida continua

Mônica Ferreira disse...

Gostaria de te agradecer, Eduardo, por este post. Imaginei que essa era sua intenção e fico feliz por ter sido assim. É muito filosófico e realmente você fez aquilo que seu livro propõe em cada página: o livre arbítrio.

Obrigada pela ótima leitura que você me proporcionou. Não acrescentaria nada a mais em sua história. Nada faltou. Nada me deixou a desejar e consegui imaginar tudo que você descreveu. Você escreve muito bem e dá gosto de ler suas obras, que deste modo já começo o Filhos do Éden.

Realmente, obrigada pela leitura. Espero que FdE me deixe tão deslumbrada quando ABdA.

Parabéns pelo seu ótimo trabalho. Parabéns pela sua bela contribuição para a literatura Brasileira.

Novamente e desculpe repetir, mas é apenas empolgação de fã... obrigada!

Obs: espero um dia poder ter a honra de ganhar sua assinatura em meu ABdA.

Abraços!

Fábio disse...

Gostei muito do livro, entretanto não sou fã de finais em aberto, mas respeito a opinião do autor. De qualquer forma é melhor um final assim do que aqueles finais previsíveis. Parabéns..

Cleiton disse...

O Final aberto (refrente ao epílogo) não me incomodou tanto, porque quando li, já tinha em mente a época que eles provelmente tinham voltado em td mais. Só quando li novamente pela 3º vez que percebi o final aberto existente ali.

O que me incomodou mesmo foram as perguntas que ficaram abertas do momento da explosão de apollyon até momento de girar a roda. Por isso esse finalzinho me decepcionou (já que minhas respostas geram outras perguntas) mas não que isso que estrague a obra.

Anônimo disse...

Bom...

Eu gosto de finais, e pronto (e ponto). Não precisa ser daqueles que você lê as duas primeiras linhas no início de obra e já sabe do final na quinta (um exagero, claro), mas eu crio tanta expectativa nas leituras do livro que me empolgam, que espero sempre um final que mantenha essa expectativa.
Pra mim, que mergulhei na estória a ponto de ser um "espectador" desta, simplesmente o mundo de ABdA desapareceu ao ler o final.
Mas como disseram muitos, e eu ratifico, foi muito boa a leitura!!!

Lineu Facundes disse...

Particularmente não gostei do final. O livro é brilhante, por mais que as vezes Eduardo encha muita linguiça com histórias desnecessárias. A batalha final é a melhor, mas o final é patético, primeiro porque você não entende bem o que aconteceu, uma coisa é você dar liberdade para criar um final, outra coisa é você não ter o menor indicio de final e ainda deixar no ar um fim amoroso meloso, em Portugal, momento desnecessário aquele, um guerreiro como ablon e você não entende o que houve com a volta dele, os arcanjos não foram destruídos? A guerra não aconteceu? É como sempre dizem, uma história pode ser muito boa, mas se o final dela for ruim, a história será ruim, e é o que acontece com a Batalha do Apocalipse.

eduardospohr disse...

Oi, Lineu.

Pena q vc não gostou. Espero q o final de "Filhos do Éden" te agrade mais, pois segue uma linha um pouco mais clássica, menos experimental.

De qualquer maneira, brigadão pelas críticas :-)

Grande abraço,
Eduardo

Nicholas disse...

olá,

terminei de ler ABdA a pouco tempo e desde já,agradeço a leitura, porque é algo que cativa, as narrativas são muito bem feitas, e a precisão nos detalhes principalmente dos personagens, são algo que eu acho que torna perfeito um livro desse tipo. Confesso que fiquei um pouco chateado com o final, cheguei até a ficar arrependido de ler de inicio, mas a raiva passou e consegui meditar melhor sobre o final..haha

acho que é algo interessante no final a questão de jogar fora o livro da vida, pelo meu ponto de vista, creio que tudo voltou a ser como era, mas com a diferença, que com a falta do livro da vida que se faz perdido, Miguel não teria se tornado um ditador.

Tive um certo apego aos Arcanjos, e fiquei chateado principalmente da parte de Miguel, que de arcanjo, foi rebaixado a um louco, o que eu achei um absurdo.
també fiquei chateado com o fato do poder que o Ablom adquire do nada..
pareceu uma especie de "cosmo extra" dado ao seya(CDZ)e a maior parte dos heróis que conseguem poder do nada. Vi pessoas citarem que conhecimento é poder e tal. mas nada que Ablom descobriu ali deu conhecimento o bastante pra ele se tornar tão poderoso quanto os Arcanjos.

tenho uma teoria de um final tambem, mais fechado, que seria o fato de quando Ablom volta a vida, e esta sozinho com miguel denovo, por um ato ou uma conversa, ou um simples demostrar de atitude de Ablom, Miguel perceba que suas atitudes foram isageradas, e resolva dar um fim nessa loucura e bem a tempo, mata Lucifer. Ablom e Miguel vão pra fora de sion e incentivam os exercitos dos anjos a se juntarem e ir contra os exercitos infernais, mais o fim do mundo ocorre a briga entre Ablom e Apollyon e ocorre o fim do mundo. dessa vez com a situação do mundo destruido com os 4 + miguel sobreviventes, Miguel explica sobre Deus e sobre a roda do tempo, e eles voltam no tempo, Miguel volta decidido a não cometer os erros que fez , e Ablom pode continuar na terra com conhecimento e bla bla bla.

enfim,
são só algumas ideias que acho que poderiam ser trabalhadas, e compartilhadas com os interessados ^^

desculpem se escrevi muito..
a culpa eh do Spohr.. hahaha
abçs.

Nando Gerhardt disse...

Cara na boa...escrevi mentalmente um outro livro pensando nesse final...rsrsr. Onde Ablon, mesmo voltando no tempo, mantinha a sua memória intacta, graças a runa da mente, que a Feiticeira havia gravado em seu braço, e ao invés de lutar Ablon resolveu viver ao lado da amada. Muito louco tudo isso...parabéns sua obra é incrivel, estou agora adquirindo "Os filhos do Eden"...nos encontramos em breve...rsrsr

Jeferson Lucas disse...

Olá Eduardo.

Sou um dos que também curtiram demais o livro, porém não gostei do final. Eu não gosto de finais abertos, embora entenda a sua proposta em tê-lo feito, como bem explicado nessa postagem.

O livro é seu, a história é sua e acredito que nós, leitores, viajamos, sofremos, ficamos esperançosos, torcemos ao ler as linhas escritas por você. Até agora ouço as vozes dos anjos após o discurso inflamado de Ablon, sinto a dor de Aziel ao perceber que Sieme se fora, enfim, a história é envolvente e você sabe contar uma boa história.

Que bom que você não desistiu do seu sonho! Sucesso!

Fábio disse...

No livro, como é possível que Lúcifer, a Estrela da Manhã, conhecido pela sua "INTELIGÊNCIA" inimaginável e o poder de enganar a qualquer um, faz a estratégia toda pra ficar fragilizado na batalha final? e o quê é pior, morre nas mãos de uma classe INFERIOR, ele era um Arcanjo véi, tinha que morrer na frente de todo mundo por um oponente de nível igual --'

E a batalha final, o carinha de Atlântida se metendo onde não devia --', ou seja, Ablon = Covardão, lixo, sem honra!(essa imagem que me fez ter do "herói")

Eu estava acreditando que Yahweh iria acordar realmente e acabar com a putaria toda --' colocando as formiguinhas para se abraçarem com um estalar de dedos...mas consegui aceitar essas paradas das essências em cada um...

Agora uma coisa interessante: Li o livro em 3 DIAS! RECORD NÃO? Almocei, Jantei e dormi lendo o livro, devo até ter ficado com água no pulmão rs, mas, o fato de, no final do livro, Ablon, Amael e Aziel ter voltado no tempo, DEIXOU TUDO VAGO! TUDO O QUE EU CRIARA NA MENTE DESAPARECEU, PODIA ATÉ TER ACEITADO QUE O ROMANCE NÃO DEU CERTO, DEVIDO A MORTE DA BRUXINHA, E A "VIRJÃO" DO ANJO RENEGADO...

Contudo, tirando essas críticas impulsionadas pelo meu sentimento de revolta, o livro é ótimo, detalhista, nos proporciona uma imaginação incrível, Parabéns pelo trabalho Eduardo.

Rafael Henrique Marques disse...

Acabei de ler agora, o livro é simplesmente perfeito. Tenho a sensação de ter acabado de voltar de uma viagem fantástica, o que de fato não de deixa de ser.
Obrigado Eduardo pela experiência agradável que a sua criatividade nos proporcionou.

matheus mendes disse...

Achei um final sensacional pois a gama de possibilidades é enorme. Se o Eduardo quisesse, poderia fazer uma história em cima daquilo, pois o rumo deveria ser diferente do apresentado na batalha. ou pode deixar em aberto mesmo. Cada um pode especular o que lhe convém. Ablon pode ter morrido tentando. Pode ter feito a mesma coisa. Pode ter conseguido salvar o mundo. Pode tudo. Achei um final S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.

matheus mendes disse...

Achei um final sensacional pois a gama de possibilidades é enorme. Se o Eduardo quisesse, poderia fazer uma história em cima daquilo, pois o rumo deveria ser diferente do apresentado na batalha. ou pode deixar em aberto mesmo. Cada um pode especular o que lhe convém. Ablon pode ter morrido tentando. Pode ter feito a mesma coisa. Pode ter conseguido salvar o mundo. Pode tudo. Achei um final S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.

Froguy Frey disse...

Parabéns pelo excelente livro,acabei de ler ABdA,e estou querendo iniciar a leitura de seus outros livros mas tenho uma duvida:
- Seus outros livros se passam em qual universo? o que nós conhecemos durante ABdA ou no passado do "Universo Paralelo" criado no fim do livro?
(Não sei se o tempo em que se passa afeta em algo)
Gostaria de ter uma resposta sua se Possível,obrigado desde já.

vitor pimenta disse...

Nunca tinha lido um livro dessa natureza e achei dez.

Achei estranho o final, mas em suma gostei.

Imaginei o final igualzinho ao descrito no livro porém quando o rei caído intervem na luta e Ablon vacila em salvar Shamira ele escuta seu instinto guerreiro e manda soltar Appolyon que voa sedento por sangue ao encontro de seu rival. Ablon invoca a Ira de DEUS e o lança em um golpe a estratosfera evitando o fim do mundo.

vitor pimenta disse...

Nunca tinha lido um livro dessa natureza e achei dez.

Achei estranho o final, mas em suma gostei.

Imaginei o final igualzinho ao descrito no livro porém quando o rei caído intervem na luta e Ablon vacila em salvar Shamira ele escuta seu instinto guerreiro e manda soltar Appolyon que voa sedento por sangue ao encontro de seu rival. Ablon invoca a Ira de DEUS e o lança em um golpe a estratosfera evitando o fim do mundo.

Bruno S disse...

muito bom o livro. acredito que eles nao tem voltado muito no tempo, pq no final ablon tinha o livro da vida em suas mãos.

Cíntia Pereira disse...

Aí brother, amei o livro. *-* quando Cê vai escrever outro!!!??? melhor livro que já li na vida.

Kenzo Shiroiti disse...

Lineu, acho que você deve um pouco mais de respeito ao escritor. Ninguém pode ou deve faltar com respeito a obra do outro, ainda mais com críticas tão vazias quanto as suas. Se o final não te agradou, uma pena, mas já parou para pensar que talvez você precise rever seus conceitos?

Comigo aconteceu algo semelhante. Não gosto muito de finais pouco explicativos, mas lendo vários comentários, inclusive o texto do Spohr, comecei a me tornar mais simpáticos a estes finais mais amplos. No final, pouco importa, pois o livro nos mostra a possibilidade de resolver o impasse. No fim das contas, o percurso é tão importante quanto o final. Espero que saiba entender isso um dia e seja menos precipitado em julgar a obra alheia.

Por fim, obrigado, Eduardo Spohr, pela oportunidade em ler seu livro. Você despertou mais um fã e já estou com os boletos feitos para a aquisição dos seus outros livros. Que venha os Filhos de Éden 1 e 2! E que o 3 não demore muito!