quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Conheça o primeiro spin-off oficial de “A Batalha do Apocalipse”


As histórias do universo do livro “Batalha do Apocalipse” têm sua continuação oficial com o conto “A Torre das Almas”, publicado na coletânea “Imaginários 3”, da editora Draco. Compre aqui.

A ideia começou quando recebi o convite do editor Erick Santos para participar da antologia. Juntos, decidimos aproveitar que os leitores pediam mais aventuras angélicas e decidimos que o meu texto se passaria no “mundo” de ABdA.

Na narrativa, de 10 páginas, um grupo de anjos de Gabriel é enviado à Terra para averiguar o que parece ser um simples caso de espírito aprisionado. No curso da missão, os celestiais encontram pistas de uma possível conspiração que, se confirmada, pode ameaçar os exércitos rebeldes e reverter a balança das forças no céu.

A Torre das Almas” é um ensaio para o meu próximo livro – não indispensável, mas interessante àqueles que desejam acompanhar a mitologia ABdA e conhecer novos personagens da saga.

COMPRE “IMAGINÁRIOS 3”

» Livraria da Cultura
» Livraria Saraiva

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eventos em SP: workshop de Criação Literária (sábado, 28) e Fantasticon (domingo, 29) - TUDO DE GRAÇA!


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Pessoal,

No dia 28 de agosto (sábado) estarei de volta a São Paulo para ministrar o workshop “Criação Literária – do Éter ao Apocalipse”, que acontecerá de 14h às 18h na Thélos Associação Cultural (Rua Ximbó, 165, Aclimação).

A palestra será dada em conjunto com o escritor Raphael Draccon, da série “Dragões de Éter”, e terá por objetivo abordar o processo de criação e a rotina dos escritores profissionais, bem como as dificuldades dos autores iniciantes no Brasil e quais os melhores caminhos para se publicar e divulgar a primeira obra.

É de graça (ou quase) - A entrada do evento é 1 kg de alimento não perecível e o tema é indicado não só a escritores, mas também a quaisquer pessoas interessadas em trabalhar na área de criação (games, quadrinhos, roteiros de cinema, TV e animação).

Participantes do último evento - Para os que estiveram presentes no workshop “A Jornada do Herói”, em janeiro, faço aqui um convite especial. O assunto desta vez será inteiramente novo e teremos um esquema mais dinâmico, com duas apresentações de uma hora e debate no final, com perguntas, respostas e bate papo.

Inscrições - Se você estiver interessado, não perca tempo e faça sua inscrição, pois temos vagas limitadas. Basta enviar um email para aline@thelos.org.br com o subject “Workshop de Criação Literária”, colocando no corpo da mensagem seu nome, idade, cidade e telefone. Você receberá um email de confirmação ou contato telefônico.

Aguardo todos lá para esta grande confraternização de amizade e aprendizado :-)


FANTASTICON

No domingo, 29, às 12h30, estarei na Fantasticon, evento de literatura fantástica, participando de uma mesa sobre literatura nas mídias alternativas.

Às 13h vou autografar a coletênea "Imaginários 3", que publicou um conto meu, "A Torre das Almas", primeiro spin-off oficial de "A Batalha do Apocalipse". Saiba mais sobre o conto aqui.

"Imaginários 3" tem primeiro spin-off oficial de "A Batalha do Apocalipse". Saiba mais.

Veja o endereço e a programação completa no site oficial da Fantasticon. O evento tem entrada franca.


RIO DE JANEIRO

No RJ, vai rolar o curso de "Estrutura Literária", que começa no início de setembro. Faça sua inscrição e veja informações aqui.

LINKS

» Associação Cultural Thélos


VÍDEOS

» Confira os vídeos da última palestra

sábado, 31 de julho de 2010

Veja as fotos da sessão de autógrafos de "A Batalha do Apocalipse" no Rio

Presença VIP de Sr. K. Foto: Marcio Iudice Attie

Aconteceu na noite desta sexta-feira a noite de autógrafos de “A Batalha do Apocalipse” no Rio de Janeiro, na Saraiva do Rio Sul. Veja algumas fotos e confira links.

» Confira as datas das sessões em outras cidades
» Mais sobre o evento no blog “Livros, Filmes e Músicas”

Todos reunidos... Amigos, parentes, alunos. Me senti no final de Lost. Foto: grupo Lensitives

O que repousa à sombra da estátua? Foto: grupo Lensitives

Nick Ellis, em segundo plano, e Carlos Voltos, de verde. Foto: grupo Lensitives

Bluehand ao fundo e em primeiro plano, Pastor Claybom. Foto: grupo Lensitives

Bluehand. Foto: grupo Lensitives

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sessões de autógrafos de “A Batalha do Apocalipse” no Rio de Janeiro e São Paulo

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Galera, escrevo hoje para sucinta e rapidamente convidá-los para as sessões de autógrafos de “A Batalha do Apocalipse”.

RIO DE JANEIRO: No Rio de Janeiro, vai acontecer na PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, dia 30/07, às 19h, na Saraiva Mega Store do Rio Sul. Participação do elenco carioca do NerdCast, incluindo o Bluehand com presença confirmada :-)

SÃO PAULO: Em São Paulo, a parada vai ser durante a Bienal do Livro, dia 21/08, às 15h no stand da editora Record. Jovem Nerd e Azaghal estarão presentes!

OUTRAS CIDADES: A editora está armando sessões em outras cidades. Aviso por aqui assim que tiver mais informações.

Cheguem na hora, porque vai rolar um bate papo antes, uma mini-mesa redonda, onde a gente poderá trocar ideias. Mesmo aqueles que não têm o livro ou possuem a edição antiga, apareçam! E ninguém é obrigado a comprar. A sua presença é que é IMPORTANTE.

Vejo todos lá :-D

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Assista o trailer oficial de “A Batalha do Apocalipse” para exibição em cinemas


Assista direto no YouTube (que é bem melhor). Clique aqui

Começa a ser veiculado nesta sexta-feira, em algumas salas do Rio de Janeiro e São Paulo, o teaser oficial do livro “A Batalha do Apocalipse”, feito pelo designer Leonardo Viana. A peça é parte da campanha publicitária planejada pela editora Record.

As salas que exibirão o trailer são:

RIO DE JANEIRO

São Luiz 1
São Luiz 2
Rio Sul 4
Roxy 1
Kino Leblon 3
Leblon 1
Kino Fash Mall 3

SÃO PAULO

Kino Itaim 4
Kino Itaim 6
Kino D. Pedro 7

Quem por acaso for ao cinema neste fim de semana, fique ligado ;-)

LINKS

» Assista trailer de fã, feito por Marcelo Diniz
» Veja atores para os papeis principais
» ABdA à venda na Saraiva, preço promocional

quarta-feira, 30 de junho de 2010

“A Batalha do Apocalipse” – edição Verus / Record x edição NerdBooks

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Saudações, pessoal!

Este post tem, primeiramente, o objetivo de anunciar que A Batalha do Apocalipse” já está nas livrarias de todo o Brasil. A obra, lançada inicialmente pela NerdStore, a loja virtual do site Jovem Nerd, agora chega às prateleiras por meio do Grupo Editoral Record, através do selo Verus.

Antes se prosseguir, é importante fazer aqui um agradecimento a TODOS os leitores, nerds ou não, que tornaram este sonho possível. Durante quase três anos a galera se empolgou, passou email para as editoras, recomendou aos amigos, comprou exemplares para dar de presente, participou de discussões na Internet, tuitou, foi aos eventos e deu a maior força. Ao todo, vendemos exatamente 4.600 unidades, só pela web – uma vitória para uma edição independente e para um autor estreante.

Com os exemplares da NerdBooks esgotados, muitos me perguntaram qual são as diferenças entre a edição independente e a versão da Record. Abaixo, detalharei os principais pontos.


CAPA

A edição das livrarias propõe um retorno à capa clássica, mas com título em horizontal. Embora a imagem dos anjos lutando com espadas de fogo feita pelo talentosíssimo Harald Stricker (Android) seja uma verdadeira obra de arte, a editora julgou que o desenho dava um ar infanto-juvenil ao romance, e o associava ao nicho nerd – o objetivo agora é vender para o público em geral.

A capa é fosca, com título brilhante e as orelhas têm o mesmo texto da versão da NerdBooks.



PRIMEIRAS PÁGINAS

A edição da Verus / Record replica a imagem da capa em PB nas páginas 1 e 3. Antes, as primeiras folhas são pretas, com o título em branco. Veja na imagem acima.

A versão contém ainda sumário – indicando prólogo, capítulos, glossário e linha do tempo.


TEXTO

Não houve alteração de história. Contudo, o texto foi aprimorado a partir das críticas que vários leitores fizeram sobre a edição da NerdBooks.

Primeiro: a obra passou por uma revisão, que eliminou os pequenos erros de digitação e ortografia que naturalmente acabam passando quando o autor edita o próprio livro.



Segundo: os leitores criticaram muito as constantes repetições de conceito que havia ao longo da narrativa, as repetidas explicações sobre o tecido da realidade, as castas de anjos e o livre-arbítrio. Essas repetições excessivas foram eliminadas em prol da fluidez literária. O glossário continua, para esclarecer quaisquer dúvidas que se tenha ao longo da história.

Terceiro: Excessos de adjetivos foram eliminados e termos prolixos foram substituídos. Eu mesmo fiz essas modificações, então não se preocupem porque isso não prejudicou o estilo de escrita – pelo contrário: o texto ficou mais acessível ao público em geral.

DIAGRAMAÇÃO

Letras: O principal destaque da diagramação são as letras, que aumentaram de tamanho. Muita gente reclamou que a tipologia anterior era muito pequena, e eu concordo. O problema era que, ao aumentá-la, aumentaria também a quantidade de páginas, encarecendo o produto para os nerds. Não queríamos aumentar o preço, por isso mantivemos letras pequenas. Como a tiragem da Verus foi muito maior, eles puderam finalmente ampliar a fonte e manter um preço bom. A quantidade total de páginas é 588, contra 560 da NerdBooks.



Papel: Outra coisa bacana da nova edição é o papel. Usamos o chamois, que é um papel mais amarelado, considerado mais nobre porque reflete menos a luz do que o branco, e cansa menos a vista. Este é papel padrão usado pela Record. Quem tiver em casa qualquer livro do Bernard Cornwell, pode pegar e conferir. Ele também é mais grosso (80 g/m2), encorpando o volume.

Projeto gráfico: O projeto gráfico do miolo (páginas internas) está incrivelmente melhor, até porque fui eu que diagramei a edição da NerdBooks, no meu velho Pagemaker. É impressionante a diferença quando um profissional faz o trabalho. O alinhamento está perfeito, e há separações de sílaba para quebra de linha.

PREÇOS

O preço de capa sugerido é R$ 39,90, mas já há lojas vendendo por R$ 31,90 e até por R$ 29,99. Você pode comprar nas lojas online ou em qualquer livraria.

NÃO ACHOU NAS LIVRARIAS?

Se você não achar ABdA nas livrarias de sua cidade, reclame com o gerente e nos avise! O Grupo Editoral Record conta com o melhor sistema de distribuição do país, e teoricamente o romance deve estar em todas as prateleiras, até do Acre!

AUTÓGRAFOS

Já há sessões de autógrafos programadas para o Rio de Janeiro e São Paulo. Em breve também em outras cidades do Brasil. Espero ver todos lá. Programem suas agendas ;-)

Rio de Janeiro – Dia 30/07, sexta-feira, às 19h, na livraria Saraiva do Rio Sul.

São Paulo – Dia 21/08, sábado, às 15h, no stand da Record, Bienal do Livro de SP.

DÚVIDAS?

Se você ainda tem dúvidas sobre a nova tiragem, me escreva ou faça um comentário neste post que eu te respondo.

COMPARE OS PREÇOS NAS LOJAS ONLINE

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Participação na RPGCON II SP – 3 e 4 de julho >> confira os horários


Galera, para aqueles que perguntaram sobre a minha participação na RPGCON II SP, os meus horários serão os seguintes:

- Sábado, às 11h40, Espaço dos Escritores: autógrafos

- Sábado, às 14h, Auditório: mesa redonda (debate)

- Domingo, às 12h30, Auditório: palestra RPG e Literatura

Na palestra sobre RPG e Literatura dividirei o espaço com o escritor e amigo Raphael Draccon (@raphaeldraccon), da série de sucesso "Dragões de Éter". Saiba mais aqui.

E uma boa notícia! Haverá exemplares de “A Batalha do Apocalipse”, edição da Record, à venda no local, para os que tiverem interesse ;-)

O RPGCON II SP acontece nos dias 3 e 4 de julho, no colégio Notredame de São Paulo, próximo ao metrô Sumaré – Rua Alegrete, 168.

Para saber mais, visite o site do evento, aqui!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Elogios e críticas sobre o final de Lost – spoilers aos tubos


Terminei esta semana de assistir à sexta temporada de Lost, atrasado, mas nem tanto. Desta vez, não resisti e copiei os arquivos do amigo Danilo Carneiro (@DaniloCarneiro), devorando a série em apenas um fim de semana. Abaixo, minha opinião sobre o final do programa.

PURGATÓRIO

O nosso pior pesadelo se concretizou. Lost acabou como todos temíamos, e como os produtores prometeram que não terminaria: os personagens estavam mortos!

Não mortos no acidente, mas o efeito foi o mesmo. Se todos chegariam àquele mesmo destino, de que valeu PARA A ILHA todas as provações pelas quais eles passaram? Não seria melhor todos morrerem na 1ª temporada, como Shannon e Boone, uma vez que terminariam no mesmo ponto final?

O último episódio deixa claro que tudo o que foi feito PELA ILHA e pelos 40 sobreviventes foi em vão. Serviu, sim, para REDIMIR cada protagonista de seus traumas e pecados. Assim, a ilha acabou sendo exatamente um purgatório, nada mais do que isso, portanto a premissa de que todos morreram na queda do 815 é de certa forma verdadeira, embora os produtores tenham negado isso veementemente.


OS MÉRITOS DE LOST

Antes de metralhar a sexta temporada, vamos falar um pouco sobre as coisas boas que Lost nos deixou. Não há como negar: a série já é um clássico. E o que é ser um clássico? É aquilo que inspira e lança tendências. Lost foi a grande série dos anos 2000, assim como Arquivo X e Friends foram os destaques dos anos 90.

Alguns dizem que se arrependeram de ter assistido seis temporadas após ver a conclusão “bizonha” que o seriado teve. Eu digo com toda a certeza de que não me arrependi. Lost teve mais méritos do que defeitos – e talvez o erro crucial tenha sido essa propaganda de que os “produtores sabiam de tudo”. Essa premissa acabou se revelando mentirosa e só serviu para elevar as expectativas – que se transformaram em decepção para muitos.

Mistérios e Conflito – Lost teve o mérito de nos colar à televisão, talvez como nenhum outro programa. Isso se deve a dois fatores. Primeiro, pelos mistérios não respondidos, que nos obrigavam a botar a cabeça para trabalhar e criar nossas próprias teorias. Mas principalmente por que a série tinha CONFLITO.

No jargão literário, conflito NÃO significa briga, lutas, combate. Diz respeito a situações conflitantes em todos os níveis: religião x ciência, homem x natureza, sobreviventes x dharma, dharma x hostis, sobreviventes x fumaça, além dos conflitos internos de cada personagem.

Galera, uma boa história precisa de CONFLITO, e foi isso o que fez Lost ser um grande sucesso. O resultado do conflito é a TENSÃO, é o que nos fazia roer a unha aguardando o próximo episódio e imaginar qual seria o desenrolar de determinada trama ou situação.

Colcha de retalhos – Outro mérito foi a forma primorosa como os roteiristas encaixaram tantas referências da cultura pop, principalmente de peças dos anos 50, 60, 70 e 80. Não raro alguém chega para mim dizendo que a série foi “baseada” em determinado livro ou filme que viu. No meu caso, faço o incrível paralelo com o seriado Elo Perdido (década de 70), que conta a história de uma família que cai numa dimensão alheia ao espaço-tempo e fica presa em um loop temporal, o que a impede de voltar para casa. Também me lembra a série de jogos de computador Myst e Riven, com suas ilhas carregadas de eletromagnetismo e instruções em livros áudio-visuais.


NÃO FALTARAM RESPOSTAS, FALTOU COERÊNCIA

Agora os disparos. Guns blazing. Saiba o que me fez ficar decepcionado com o fim de Lost.

Incoerências – Falou-se muito na falta de respostas. Eu acho que os fãs na verdade não queriam respostas. Assim como eu, eles queriam ver uma história com COERÊNCIA, e isso realmente faltou.

Não era necessário, por exemplo, explicar o que era a fumaça (a explicação mística da quinta temporada já bastava). Não era preciso dar respostas óbvias, mas era imperativo, SIM, SUGERIR ideias que fizessem sentido.


Fumaça – Por exemplo, se Ilana falou que a fumaça só podia projetar a forma de gente morta, como ela assume a imagem de Walt? Se a fumaça não podia sair da ilha, como ela aparece para Jack no hospital, como Christian Shephard? E se não era a fumaça, por que o detector de fogo apitou? Ou será que Jack podia ver fantasmas, como o Hurley? Quando isso é sugerido?

A luz – E a luz. Por que os sobreviventes não conseguiam vê-la antes? Tudo bem que isso não precisava ser dito para o público, mas a incoerência é que os personagens iriam querer saber – e nem sequer perguntaram!

Cerca sônica – Mas a pior das incoerências ainda diz respeito ao “monstro”. Tudo bem a cerca sônica impedir o ingresso de uma criatura mística – bizarro, mas tudo bem. Agora, porque a maldita fumaça simplesmente não SOBREVOAVA a cerca?


Impossível destacar todos os “furos” que ficaram no caminho. Neste ponto, deixa a nova trilogia de Star Wars no chinelo.

ANÁLISE DAS TEMPORADAS

As respostas dadas na sexta temporada deixaram claro que a série seguiu o seguinte processo.

Primeira temporada – os produtores não sabiam o rumo que a série iria tomar, mas tinham uma linha-mestra, que provavelmente teria a ver com espaço-tempo e universos paralelos. Mais nada. Estabeleceu-se aqui uma identidade narrativa (flashbacks, conflitos, tensão, mistérios), que prosseguiria a mesma até o fim.


Segunda temporada – Para mim, a melhor. Aqui teve origem a mitologia de Lost, e os roteiristas começaram a definir que rumos a história tomaria. Foi criada a Dharma e introduziu-se novos personagens, como os sobreviventes da cauda. A escotilha foi a grande estrela deste período, bem como o conflito e o misticismo envolvendo “Os Outros”.

Terceira temporada – Sem data para encerrar a série, os produtores começaram a enrolar. O tema central escolhido para movimentar a temporada foi a Dharma e sua atividade na ilha. Aqui os roteiristas começaram a trilhar um caminho mais próximo à ficção científica, com as estações de pesquisa e as sugestões de viagem no tempo, incluindo o vídeo de orientação da Orquídea, lançado na ComicCon (veja aqui).


Quarta temporada – Definido que haveria seis temporadas, a tarefa agora era desenrolar o novelo e desatar os nós. Com a chegada da tripulação do cargueiro e a saída de alguns personagens da ilha, o programa tomou uma outra dimensão, com corporações por trás dos eventos, e assumiu uma linha mais mística, mostrando que a ilha também tinha poderes sobrenaturais no mundo exterior (impedindo que Michel se matasse, por exemplo).

Quinta temporada – Toda a quinta temporada foi um ensaio para levar os personagens ao ponto onde a sexta começaria. Aqui eles definiram como tudo ia terminar, e precisavam obrigar os heróis a sair de um ponto e chegar ao outro, a qualquer custo, resultando em situações improváveis. A decisão de explodir a bomba foi forçada ao extremo. Os outros 40 sobreviventes morreram, sumiram ou simplesmente foram esquecidos em meio aos saltos temporais (a exceção é Rose e Bernard). O que uma bomba de hidrogênio estava fazendo na ilha? Estava a bordo de algum navio? Não era qualquer navio de guerra que carregava bombas atômicas da década de 50. É possível? Sim, mas forçado.


SEXTA TEMPORADA – A tarefa de desfazer o novelo que não havia sido desenrolado em duas temporadas acabou jogada para a sexta. O resultado foram decisões fáceis e ridículas para problemas complexos. Exemplos. De todas as explicações para o Black Rock aparecer na selva, usaram a mais óbvia: um tsunami. A estátua gigante foi destruída pelo impacto de um navio de madeira (ahã?). Desmond sobreviveu à explosão da escotilha por ser “resistente ao magnetismo”. Como assim? Super-herói? E o Mr. Eko. E Charlie? Se fosse isso eles também teriam morrido, uma vez que estavam nos corredores quando tudo veio aos ares, e não fora da estação.

METÁFORAS #FAIL

A proposta de entender o fim da série como uma metáfora também não faz sentido. Antes, vamos entender o que é uma metáfora.

A metáfora pega uma situação concreta, do mundo real, que o espectador pode entender, e a lança à luz de um entendimento maior. Por exemplo, quando a Bíblia diz que devemos “separar o joio do trigo”, a mensagem serve para comunicar o agricultor da época que ele deve pegar o que é bom e se livrar do que é mal.


Não há metáforas no fim de Lost, pois não existem situações concretas. O que existem são teorias, que o público formula livremente, mas sem qualquer base no real.

Se QUALQUER TEORIA, sobre QUALQUER COISA pode se encaixar no final de Lost, isso não é bom, porque não há sugestões dos produtores sobre nada concreto.

Lost Valeu! - No final das contas, Lost valeu. Até mesmo a sexta temporada valeu. E valeu principalmente para a gente entender que às vezes o que vale não é o destino, mas sim a jornada para alcançá-lo.

LINKS

» Vídeo de orientação da Estação Orquídea
» Nerdcast 210 - LOST: 5 teorias antes do fim