Senhoras e senhores, feliz 2020! Em primeiro lugar, desejo a todos um ano de paz, saúde, amor, sucesso e realizações :-)
É com orgulho (e certo frio na barriga) que anuncio que hoje,
dia 1º de janeiro, começo a escrever o meu novo romance. Embora eu já tenha falado sobre ele nas redes sociais e pelo NerdCast (
escute aqui, aos 18m35s), muitas pessoas ainda me perguntam sobre o meu próximo trabalho, então resolvi preparar este artigo para esclarecer todos os pontos.
Depois de publicar
quatro peças de fantasia,
decidi me arriscar na seara do romance histórico. Sei que é uma tarefa difícil, mas, para ser sincero, não tive opção. O amor pelo estudo de história está no meu sangue, é algo que me fascina há décadas. Desde 2010 flerto com o tema, tendo abordado períodos históricos distintos em todos os meus livros anteriores, de uma forma ou de outra.
Sem título ainda,
a obra será ambientada nos dias finais do Império Romano, durante (e após) a
Crise do Terceiro Século, quando a civilização mediterrânea é sacudida por i
nvasões bárbaras, rebeliões provincianas, disputas internas e revoltas religiosas. O Senado (e a própria cidade de Roma) começam a perder força, e o núcleo de
poder é gradualmente transferido para o Leste.
No centro desses acontecimentos está
Georgios, o maior soldado do imperador Diocleciano, tido como o mais leal dos oficiais da Púrpura. Georgios, como afirma a tradição, foi
executado durante a última perseguição aos cristãos. Hoje, ele é conhecido como
São Jorge.
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O que é um romance histórico?
MAPAS DO CAMINHO: Para não me perder ao longo da estrada, reuni uma série de r
ecursos importantes, “mapas do caminho”, como se diz no jargão literário.
Por dois anos, me dediquei à pesquisa de campo,
visitando alguns sítios arqueológicos ao redor do mundo, tais como a cidade de
Lod, em Israel, onde Georgios teria nascido; as ruínas de
Pompeia, em Nápoles; o
fórum romano e os escombros de
Bizâncio (hoje, Istambul). Li muitos livros sobre o assunto, vasculhei cartas e documentos, mas, como eu costumo dizer, um romance sempre deve ter como
foco o enredo e (sobretudo) os personagens.
Em uma obra de ficção, é isso o que importa — e é o que eu pretendo fazer.
Templo de Apolo, no Parque arqueológico de Pompeia. Nápoles, Itália. Verão de 1994.
TRÊS VOLUMES: Quando
idealizei o projeto, minha ideia era condensar a história em um único tomo, mas ao esboçar o roteiro percebi que seria impossível contar todas as fases da vida do santo em apenas um volume -
portanto terei de dividi-la em três.
LANÇAMENTO: O primeiro livro (se tudo der certo) chegará às livrarias
em novembro de 2020.
O famoso million
(ou milão). Essa coluna, erguida no centro da antiga cidade de
Constantinopla, servia pare medir todas as distâncias do Império Romano
do Oriente. Istambul, Turquia, 2008.
Isso é tudo o que eu posso dizer por enquanto. Críticas, opiniões e comentários são sempre bem-vindos. Vou publicando as atualizações no meu
blog, Medium e redes sociais à medida que elas forem surgindo.
Vamos juntos. Qualquer dúvida, só perguntar. Um abraço,
Eduardo