sábado, 19 de setembro de 2009

Conheça o curso “Estrutura Literária – A Jornada do Herói no Cinema e na Literatura”

Clique na imagem para ampliar

Caros leitores, tenho uma novidade para vocês.

Acreditem ou não: agora eu sou professor universitário. Isso mesmo! No dia 13 de outubro, na FACHA de Botafogo, começa o meu curso “Estrutura Literária - A Jornada do Herói no Cinema e na Literatura”, com duração de um mês.

Teoria - A idéia é ser um guia para aqueles que desejam aprender a criar histórias segundo a famosa “fórmula” da Jornada do Herói, proposta pelo mitólogo Joseph Campbell, que influenciou toda a indústria do entretenimento no mundo.

Análise - Além das aulas expositivas, vamos também analisar cinco filmes icônicos, cujas narrativas completam o ciclo da jornada do herói em momentos diferentes da história da humanidade: “Gladiador”, “Senhor dos Anéis”, “Guerra nas Estrelas”, “Matrix” e “Cidade de Deus”.

Etapa prática - Por fim, o aluno produzirá um “esqueleto” de uma história para a mídia à sua escolha (romance, filme, HQ ou peça teatral), seguido os padrões da jornada, com personagens arquetípicos da trajetória universal.

Você vai recusar o chamado para esta aventura?

» Página dos cursos de extensão da FACHA
» Confira o planejamento detalhado das aulas
» Faça sua inscrição
» Baixe o esquema do curso (.pdf)

MAIS INFORMAÇÕES

CARGA HORÁRIA: 24h - 8 aulas + 06 (seis) horas de pesquisa e trabalhos

HORÁRIO: 19h às 22h

DIA DA SEMANA: Terças e Quintas-Feiras - 4 semanas - 08 aulas

LOCAL DO CURSO: Campus II - Rua da Matriz, 49 - Botafogo

INVESTIMENTO: R$ 320,00 ou 2 x de R$ 160,00 - Aluno/Ex-aluno R$ 260,00 ou 2 x de R$ 130,00

PRÉ-REQUISITO: Estudantes universitários ou profissionais já formados. Adultos com Ensino Médio.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Conheça as três sinopses vencedoras da promoção “A Batalha do Apocalipse”

Exemplares serão enviados aos vencedores já nesta quinta-feira, 17.



» Clique aqui para baixar o arquivo direto para o seu computador

Fernando Barone, de São Paulo (SP), Ellen Fiscina, de Alagoinhas (BA) e Rodrigo Tatekawa de Camargo, também de Sampa, foram os autores das sinopses vencedoras e faturaram exemplares autografados do livro “A Batalha do Apocalipse”. Coloquei os textos logo abaixo, para quem quiser ler.

Agora, muito importante: se a sua história não foi selecionada, não fique triste. Recebi exatamente 287 sinopses. Dessas, pelo menos 50 estavam incríveis, dignas de serem publicadas na contra-capa de um livro sem necessidade de edição.

"Flood" de emails nas últimas horas da promoção.

Escute o áudio - Para entender porquê eu separei os trabalhos de Fernando, Ellen e Rodrigo, escute o arquivo em áudio, acima. E fica o conselho: os que não foram escolhidos não devem esmorecer – pelo contrário! Devem usar isso como estímulo para continuar em frente.

Portanto, faço um convite. Utilize este espaço como um canal livre para mostrar suas idéias. Publique sua sinopse nos comentários! O Blogspot suporta facilmente 700 caracteres.

Obrigado pela participação e fiquem ligados nas futuras promoções :-)

SINOPSES VENCEDORAS

Fernando Barone, São Paulo – SP

Título: “Sine die”

Sinopse: “Shilo” é um jovem que levava uma vida simples e reclusa, com pouco contato com a sociedade; poderia ser considerado um nerd no sentido mais puro da palavra. Porém, seus conceitos de realidade caem por terra quando ele descobre o verdadeiro motivo de seu desligamento: ele é o amigo imaginário de um garoto de 8 anos e agora precisa correr para encontrar o seu lugar no mundo do inconsciente coletivo antes que Lucca o esqueça e ele deixe de existir... para sempre.

Ellen Fiscina - Alagoinhas - BA

Título:
"Ilusão"

Sinopse: Livros, videogame, filmes e internet formam todo o universo de Vicky. Seus amigos são personagens criados por ela mesma ou vindos da mente de seus escritores preferidos. Na escola, não se envolve com ninguém. Um dia, ela acorda e percebe que todos os seus amigos imaginários se tornaram reais, junto com seus maiores sonhos e pesadelos. Presa nesse universo irreal, Vicky precisa aprender a enfrentar a realidade, os medos e desafios para conseguir viver.

Rodrigo Tatekawa de Camargo - São Paulo - SP

Título:
“As emoções das estrelas”

Sinopse: Em um futuro distante, a Terra foi conquistada por uma raça de seres que se alimentam de emoções. Expulsos de seu planeta natal, os sobreviventes da raça humana agora tentam desesperadamente retomar seu lar. Neste cenário, acompanhamos as aventuras de Hiroshi, um jovem explorador nascido nas colônias. Malandro e ganancioso, por mero acaso do destino ele se torna um herói da causa humana e se vê envolvido numa trama política que o coloca lutando uma guerra que não é sua.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Concorra a três exemplares autografados de “A Batalha do Apocalipse”

Um desses livros pode ser seu, de graça!

É fácil! Basta soltar a sua imaginação.

Você nunca teve uma idéia para uma boa história? Não importa o gênero (drama, comédia, aventura) nem a mídia (livro, filme, quadrinhos, peça de teatro, conto, crônica).

Não fique tímido. Escreva uma sinopse da sua obra com no mínimo 400 e no máximo 700 caracteres (contando os espaços) e envie para eduardo.spohr@gmail.com com o título do assunto [ABdA – Promoção]”.

A promoção começa a valer às 12h do dia 08 de setembro (terça-feira) e se encerra às 23h59 do dia 16 de setembro (quarta-feira).

As três melhores sinopses ganharão, cada uma, um exemplar autografado do romance “A Batalha do Apocalipse”. Não há custo para o vencedor. Eu vou enviar o livro pelo correio para qualquer endereço, em qualquer parte do planeta Terra. Então, se você mora no exterior, não perca a oportunidade :-)

Mande também, na mensagem, o seu endereço físico, com CEP, para o caso de você vencer a promoção. Pode ficar tranqüilo que não vou divulgar para ninguém nem vender para empresas de mala direta hehehehehehe.

Cada nome / email pode concorrer com apenas uma sinopse. Então, se você tem várias histórias na cabeça, escolha a sua melhor.

Outra surpresa: Vou gravar um áudio comentando as sinopses vencedoras.

Confira o MODELO abaixo (usei 570 caracteres)

Título: “A Batalha do Apocalipse”

Sinopse: Há muitos anos, o Paraíso foi palco de um terrível levante. Anjos leais a Deus levantaram armas contra os poderosos arcanjos, que, onipotentes, corrompiam as ordens divinas. Derrotados, os rebeldes foram condenados a vagar pela Terra até o momento do Apocalipse. Mas eis que chega o Dia do Ajuste de Contas. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Dica: Para contar os caracteres de sua sinopse, no Word, selecione o texto, vá em Ferramentas >> Contar palavras.

Qualquer dúvida, poste um comentário que eu respondo. E não desanime! Você não precisa ser escritor para criar uma boa sinopse. Tente!

Boa sorte!!!!!

sábado, 5 de setembro de 2009

Comentários em áudio do post “Para quê servem os mitos”

Adão e Eva - talvez uma das histórias mais famosas da mitologia hebraico-cristã



Demorou, mas saiu. Se ficou bom, eu não sei. Aí está o mp3 em que analiso os comentários do post anterior: “Para que servem os mitos”. Leia aqui.

O arquivo tem 22 minutos. Você pode escutar no próprio blog ou baixar para o seu computador. Só tome cuidado, porque o som está um pouco alto. Não se assuste. A dica é: reduza o volume do seu micro à metade antes de dar "play". Nas próximas vezes, com mais experiência em edição, prometo acertar.

De início, não me passava pela cabeça fazer um post exclusivo para esses comentários em áudio. Acho que eles poderiam entrar no corpo de um novo post. Mas como esta é a primeira vez que testo este recurso e eu nem sempre irei usá-lo, decidi dar mais destaque à atração.

Façam críticas e comentários. Aos poucos estou conhecendo o público que visita este blog. Por isso, é importante que vocês me contem suas preferências.

Prometo um novo post ainda no início da semana, com um assunto complemente diferente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Para quê servem os mitos?


Matrix - Neo encontra o Oráculo: "há uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho"

Para quê servem os mitos - comentários em áudio - 01:25 by eduardospohr
No post anterior, pegamos carona na erudição de Joseph Campbell para discutir como surgem os mitos. Hoje, continuaremos imersos nos ensinamentos do simbologista para entender:

PARA QUÊ SERVEM OS MITOS?

Já vimos que os mitos são conjuntos de metáforas e códigos usados para expressar, de forma simbólica, os mais profundos medos, conflitos e desejos humanos.

Símbolos e códigos existem justamente para serem decodificados. A grande jogada é que cada um decodifica à sua própria maneira. Isso é relevante porque o verdadeiro significado daquela mensagem transcende a palavra. O seu estado emocional, índole e personalidade vão determinar como a mensagem é traduzida.

Star Wars - O vilão é geralmente aquele que tomou as decisões erradas.

Guias de viagem - Os mitos servem como diários de viagem, que nos mostram os caminhos que outras pessoas percorreram para superar os inevitáveis traumas e triunfos da vida. Se você souber interpretar essas dicas, terá mais facilidade de lidar com suas próprias perdas e sucessos – e agir corretamente como um ser humano em sociedade.

HERÓIS COMO MODELOS

Você já se deparou com uma situação difícil que te fez lembrar uma cena de filme, ou um trecho de livro? Melhor: decisões ou ações tomadas por um personagem já te ajudaram a encontrar a solução para algum impasse?

Isso acontece comigo direto. Luke Skywalker foi um exemplo durante a minha adolescência; as decisões do capitão Kirk me auxiliaram a resolver problemas com a minha equipe de trabalho; Neo me ensinou que “eu escolho o meu próprio destino”.

Star Trek - Capitão Kirk na ponte da Enterprise: como liderar uma equipe
A idéia é essa - A função dos mitos é fornecer modelos às pessoas, apresentando situações que inevitavelmente surgirão em nossas vidas, e sugerindo soluções. Como o herói vai agir? O que ele vai fazer? Qual o ensinamento que podemos tirar disso? E o vilão? Como NÃO devemos agir e o que NÃO devemos fazer? Quais são as conseqüências?

MITOS HOJE

No passado, aqueles que compilavam e registravam os mitos eram geralmente os sacerdotes, xamãs ou místicos. É claro, já havia artistas, sempre houve, mas um mito não é simplesmente uma história: ele tem que estar perfeitamente sintonizado com os anseios da sociedade em questão.

Hoje, o curioso é que em muitos casos esse papel se inverte. Vários mitos, especialmente na religião, permanecem estáticos e ultrapassados – não se reinventaram aos novos tempos, e por isso perderam muito de sua capacidade de se comunicar com as novas gerações.

Gladiador - Guerreiros sobrevivem porque lutam unidos.
Por outro lado, as obras literárias e cinematográficas, em constante mudança e adaptação, por vezes tocam o público de forma ainda mais profunda, mesmo quando todos sabem que aquela é tão somente uma obra de ficção.

O que nos faz refletir - o que realmente vale? A veracidade do mito ou o significado da mensagem que ele passa?

» Leia o post anterior: “Como surgem os mitos”



O Império Contra-Ataca - Luke se recusa a juntar-se ao mal, mesmo diante da morte

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A polêmica envolvendo a campanha #inconfundível – “publicidade velada”?

Site do Club Social. Imagem: reprodução

O assunto deste finalzinho de semana na web foi a campanha do Club Social, proposta por uma agência de publicidade a alguns twitteiros do Brasil, que se comprometeram a anexar a tag #inconfundível a um de seus posts diários, indicando um link ou uma informação que julgavam ser interessante.

A polêmica começou na quarta-feira, quando o jornalista Mauricio Stycer, do iG, publicou uma matéria (leia aqui) acusando os twitteiros de promover o que chamou de “publicidade velada”. Para ele, seria antiético divulgar a campanha sem deixar claro que se tratava de uma ação ligada ao biscoito.

Sou jornalista, editor de um grande portal de notícias, além de blogueiro e twitteiro. Então, acho que entendo um pouco os dois lados, daí a vontade de escrever este post.

JOGANDO LIMPO

O Mauricio tem todo o direito de expressar a sua opinião. Como jornalista, eu defendo e sempre defenderei a liberdade de imprensa, e apóio quem a exercite. A única falha aí, acredito eu, foi a falta de uma apuração cautelosa dos fatos.

Bom, para quem não sabe, muitos daqueles que participaram da ação tiveram o cuidado de explicar, na primeira vez em que postaram a tag, que aquilo tratava-se de uma campanha publicitária. Só isso, ao meu ver, já desmonta todo o argumento de “publicidade velada”.

“Assim como a Baunilha (Bruna Calheiros, blogueira), deixamos claro desde o primeiro momento que estávamos divulgando a campanha do Club Social. Nosso primeiro post explicou isso. Jogamos limpo com os nossos seguidores”, explica Alexandre Ottoni, do site Jovem Nerd.

Mas, tudo bem. Como eu disse, o Mauricio Stycer está livre para concordar, discordar, comentar e criticar – até porque tratava-se de uma matéria opinativa.

Escolha de palavras - Ao ler o texto, me lembrei das minhas aulas de “Introdução ao Jornalismo”, na PUC, ministradas pelo professor e jornalista Israel Tabak (esse sim era inconfundível). Ele mostrava como a simples escolha de palavras pode influenciar todo um texto. Tabak usava o exemplo clássico de dois jornais que publicaram a mesma notícia sobre o Movimento Sem-Terra. O jornal #1 dizia: “MST ocupa fazenda”; o #2 avisava: “MST INVADE fazenda”.

Da mesma forma, é curioso ver como a escolha de palavras no texto do Maurício expõe sua opinião. Num trecho notório, ele diz: “Cada um tem a obrigação de escrever dois tweets por semana (...)”, enquanto poderia escrever: “Cada um tem o COMPROMISSO de escrever dois tweets por semana”. Muda tudo.

MINHA OPINIÃO

Pessoalmente, não vejo problema algum em um twitteiro usar sua imagem em uma campanha de comunicação. Se fosse assim, teríamos que condenar também todos os milhares de artistas e atletas que emprestam suas caras a comerciais de TV.

A questão da “publicidade velada”, cujo conceito, vale repetir, não concordo, também não me incomoda.

A internet deu aos consumidores o livre-arbítrio total de procurar, eles mesmos, seu conteúdo. Não é como antigamente, quando você tinha que engolir, toda a noite, 30 segundos de reclame dos Cobertores Paraíba, nos intervalos da novela das 8h. Na web, é o usuário que procura o conteúdo e, por conseqüência, absorve a publicidade de forma consciente.

Unfollow e block - Um exemplo. Se você segue a famosa Twittess, que aliás também é citada na matéria, está sujeito a receber um monte de propagandas e baboseiras. Mas se o cara gosta, bom pra ele. Se não gostar, é simples: dá unfollow ou block.

Portanto, acredito que, MESMO que tivesse havido uma publicidade velada, isso não seria passível de condenação ou muito menos de “denúncia”. Afinal, os maiores prejudicados seriam os próprios twitteiros, que estariam sujeitos a perder seguidores, leitores, admiradores ou como queiram chamar.

E, pelo visto, não foi o que aconteceu. A campanha deu certo, e o texto do Maurício teve o efeito óbvio de qualquer polêmica: acabou gerando ainda mais repercussão para a marca.

Pessoal, desculpem aí pelo off topic, afinal este blog geralmente se propõe a apresentar textos mais lúdicos: sobre cinema, literatura e filosofia. Mas concluí que o assunto era relevante a muitos de meus leitores.

Espero ter contribuído positivamente para a discussão.





Comercial dos Cobertores Paraíba - clássico reclame dos anos 60


» Leia também: Post sobre a polêmica no “NãoZero”

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Como surgem os mitos?

Star Wars, clara influência das obras de Campbell
Quem acompanha o NerdCast já deve ter ouvido eu falar várias vezes sobre a fascinante obra de Joseph Campbell.

O norte-americano Joseph Campbell (1904 – 1987) é considerado até hoje uma das maiores autoridades em religião comparada que já existiu. A famosa entrevista que ele deu ao jornalista Bill Moyers um ano antes de morrer – “O Poder do Mito” - acabou virando uma série para a TV e ajudou a difundir e popularizar o interesse por símbolos e mitologia.


Como surgem os mitos? - tutorial em áudio by eduardospohr


Um dos mais aplicados alunos de Campbell foi o cineasta George Lucas, que usou os padrões da Jornada do Herói, sintetizada no livro “O Herói de Mil Faces”, para delinear sua saga galáctica. Se não fosse Campbell, possivelmente “Guerra nas Estrelas” nunca teria existido, ou então seria bem diferente.
Campbell com a esposa, Jean Erdman, e a antropóloga Joan Halifax, na década de 80.
Há muito que falar sobre os escritos de Joseph Campbell, e certamente voltarei ao assunto em outros posts. Hoje, vamos começar pelo básico, e usar as palavras do acadêmico para entender:

O QUE SÃO OS MITOS?

Você já sonhou que estava caindo? Ou que estava voando? Ou que estava se afogando? Ou que caminhava pelado pelo colégio? Normal. Todos nós já tivemos sonhos assim.

Como Freud, Jung e o próprio Campbell nos mostram, a psique humana é constantemente sacudida por uma série de medos, conflitos e desejos. Algumas questões são puramente individuais; outras são partilhadas por vários membros de uma determinada sociedade; e há ainda aquelas comuns a todos os seres humanos.

Freud: interpretação dos sonhos
Quando sonhamos, essas energias em conflito continuam se expressando. Mas sem a barreira do consciente para censurá-las e organizá-las, a coisa vêm à tona de forma simbólica.
O que vemos num sonho não é a realidade, e sim uma tentativa do inconsciente de expressar a realidade por meio de símbolos e metáforas. Assim, sonhar que está caindo pode significar que algo na sua vida o está impedindo de prosseguir em um determinado objetivo. O que está ocasionando isso depende de pessoa pra pessoa.

MAS O QUE ISSO TEM A VER COM OS MITOS?
No caso dos mitos, acontece exatamente a mesma coisa. Os mitos são sonhos coletivos, são conflitos e questões partilhados por todos os membros daquela sociedade, e que precisam se expressar de forma simbólica.

Segundo Campbell, os sonhos são mitos individuais – os mitos são sonhos coletivos.
Salvador Dali: símbolos individuais
Na antiguidade e nas culturas primitivas de hoje, os mitos são organizados e difundidos por homens e mulheres especiais, que têm a sensibilidade de compreender os anseios da sociedade em que vivem.

Esses sonhos, esses desejos comuns a todos daquele grupo, são sintetizados em um determinado conjunto de símbolos e metáforas - denominados mitos.

ELEMENTOS UNIVERSAIS

Não é à toa que ainda hoje muitos mitos antigos permaneçam úteis e compreensíveis para nós. Várias dessas histórias ancestrais carregam idéias elementares, ou seja, idéias comuns a todos os seres humanos, não importa a raça, credo, religião ou camada social.

Um desses padrões universais é a célebre Jornada do Herói, que já falamos acima e que merece um post à parte. Por enquanto, ficamos com os dizeres do simbologista, em um dos trechos do vídeo "O Poder do Mito", em que ele fala sobre o papel dos artistas como construtores de mitos na civilização atual.


sábado, 1 de agosto de 2009

Nova edição de ‘A Batalha do Apocalipse’ volta à NerdStore em poucos meses. Quer participar?



Caros leitores,

O blog está em recesso por uma semana. Mas é por uma boa casa. Estou trabalhando arduamente na revisão do livro “A Batalha do Apocalipse”. Para quem ainda não sabe, o romance volta à Nerdstore em poucos meses.

É claro que nenhuma mudança drástica será feita no texto, muito menos na história (podem ficar tranquilos). A ideia é consertar desde possíveis erros de português / digitação até ajustar o documento para tornar a leitura mais dinâmica e interessante.

Uma crítica bem construtiva que eu recebi de diversas pessoas foi a excessiva repetição de conceitos. Termos como “O Tecido da Realidade” e “A Fortaleza de Sion” (só para citar alguns) eram explicados cada vez que mencionados.

Na nova edição, vou enxugar essas explanações. Para o leitor não ficar perdido, porém, incluiremos um glossário (idéia do Azaghal), bem ao estilo “Silmarillion”. Ali, estarão incluídos TODOS os termos do livro, bem como seus personagens e páginas de referência. Veja a print abaixo.

Da mesma forma, trechos excluídos na primeira edição estarão de volta agora, especialmente partes relevantes da batalha final.

QUER PARTICIPAR?

Se você já leu “A Batalha do Apocalipse” e tem críticas construtivas a fazer, esta é a hora! Estou analisando as opiniões de cada leitor.

Mande um email para mim (eduardo.spohr@gmail.com) ou opine aí mesmo, nos comentários.

E aguardem que, como eu disse, o livro retorna brevemente à loja do site Jovem Nerd, juntamente com outras atrações ligadas ao universo. Para não perder as últimas atualizações, fique ligado no meu Twitter (@eduardospohr), no da NerdStore (@nerdstore) e no NerdCast.

Glossário na nova edição de "A Batalha do Apocalipse" - ainda sem as páginas de referência. Clique aqui para ver ampliado.



A Queda dos Anjos by eduardospohr