“Os deuses já chegaram e cada vez chegam mais. Cada vez mais tem naves IMENSAS chegando aqui e sendo vistas”, Jorge Poggi.
Domingo passado (19) estive no lançamento do livro “O Amor na Rede”, do ufólogo e arqueólogo de campo Jorge Poggi, que ficou conhecido na blogosfera depois de participar do NerdCast 112a, sobre ufologia. Escute aqui.
O novo livro de Jorge, porém, não tem nada a ver com esse assunto. Como o nome sugere, trata de relacionamentos no meio virtual.
Fundamentando-se em experiências próprias e em pesquisas publicamente conhecidas, o autor dá dicas de como se comportar na web e como conseguir uma parceira (ou um parceiro) na grande rede. Além disso, mostra como você deve se prevenir contra determinadas fraudes que assustam os internautas mais incautos.
Não pude deixar de ir até o lançamento para entrevistar esta figura. Na pauta, além dos assuntos do livro, consegui arrancar de Jorge outras informações sobre a suposta presença alienígena em nosso planeta, seus hábitos alimentares e planos para a humanidade. E ainda: mais revelações sobre a abdução que o tornou nacionalmente famoso.
Outro dia eu estava vendo no Discovery Channel um programa interessante sobre os modelos de beleza de cada época, e como esses modelos se transformam tão rapidamente na sociedade de hoje.
No programa, para ilustrar a obsessão do homem contemporâneo pela malhação, um estudioso comparou um boneco do Luke Skywalker da década de 70 (da coleção vintage), com outro do fim da década de 90 (coleção Power of the Force). Resultado: Depois de 15 anos, o mesmo cavaleiro jedi ganhou vários quilos de músculos!
Como há muitos anos sou um aficionado por brinquedos do Guerra nas Estrelas, resolvi tirar a prova e observei os mesmos personagens em três coleções diferentes: a vintage (70-80), Power of The Force (90) e Legacy Collection (2000).
Perceba que, na década de 70, era bonito ser magricelo, o famoso “vara-pau”. Já no final da década de 80 e início de 90, Stallone, Schwarzenegger e tantos outros trouxeram o conceito do corpo “bombado”. Finalmente, os anos 2000 valorizam o corpo forte, porém definido, menos inchado e mais esguio.
É impressionante como isso é uma realidade e se reflete em todos os níveis da sociedade de consumo, inclusive, como vemos, nos action figures do Star Wars. Repare nas imagens.
Han Solo: magricelo nos anos 70, bombadaço em 1990 e "normal" em 2000
Vader: vintage, Power of the Force e coleção atual
EM TEMPO
● Já viu a última foto do encontro de cúpula da turma do NerdCast no Rio? Veja aqui.
● Neste domingo, 19 de julho, rola o lançamento do livro “O Amor na Rede”, do nosso ufólogo Jorge Poggi, convidado do NerdCast 112a. Eu estarei lá. Quem quiser, apareça para bater um papo nerd. Visualize o convite aqui.
No início de 2008, quando comecei a planejar a minha viagem à Europa, me deparei com um impasse: qual país deveria escolher? Como não tinha muito dinheiro, optei por me hospedar em albergues e hotéis baratos, porque só assim seria capaz de visitar mais de um país numa mesma “aventura”.
Desde a primeira vez que estive no Velho Continente, sempre ouvia as pessoas falando de Praga. E eu pensava: por que? Por que a capital da República Tcheca desperta tanto fascínio e atrai tantos turistas - europeus e do resto do mundo?
Eu e Afonso Tresdê. Ao fundo, a famosa Ponte Carlos.
Pouca gente sabe, mas Praga sobreviveu quase intacta aos pesados bombardeios que assolaram a Europa durante a II Guerra Mundial. Isso significa que praticamente tudo o que você vê lá é original: castelos, pontes, igrejas, praças.
Além disso, a então Tchecoslováquia foi, durante toda a Guerra Fria, um dos poucos países sob influência comunista que recebia visitantes ocidentais com relativa flexibilidade. Praga era a porta de entrada para o Leste Europeu, a última fronteira entre o mundo capitalista e as repúblicas da Cortina de Ferro.
Fachada do Museu Nacional, na Praça São Venceslau (Cidade Nova)
Outra coisa que me influenciou na decisão de conhecer a República Tcheca foi a presença do nosso amigo Afonso Tresdê. Trocamos alguns emails e ele me convenceu a encontrá-lo lá, prometendo me receber no aeroporto – não importa o estado mental ou físico que estivesse.
Foi por isso que, na manhã de 20 de junho de 2008, eu tomei um avião em Amsterdã, onde estava, com destino à terra da cerveja e das marionetes.
ATRAÇÕES NERDS EM PRAGA
Ficar aqui relatando cada atração turística de Praga seria perda de tempo. Primeiro, porque este não é um blog de turismo; segundo, porque você pode achar facilmente essas informações em qualquer lugar. Ao invés disso, prefiro falar sobre algumas experiências e lugares de interesse nerd na cidade.
Cerveja– Se você gosta de uma cerva (tudo bem, isso não tem nada de nerd), esse é o lugar. Praga fica na região geográfica conhecida como Boêmia, famosa por suas bebidas fermentadas. A primeira coisa que o Tresdê me ensinou ao chegar na cidade foi a palavra “beer point”. Centenas de quiosques com louras geladas se espalham pelas ruas da capital. Minha dica: procure a “kozel”, cerveja avermelhada. Deliciosa!
Albergues– Os albergues em Praga não são lá muito bons, mas dão para o gasto se você não for muito exigente e só quiser uma cama para dormir. Mas prepare-se: eles não servem café da manhã. Se estiver viajando a dois, prefira um hotel.
O lado curioso foi que consegui em um quarto enorme. Embora quente e barulhento, era o típico cômodo no estilo soviético: construtivista, com pé direito alto e longas janelas com armação de aço, ocupando toda a parede. Pena que não tirei foto.
Cultura soviética – Outra dica bacana é reparar como a influência soviética continua latente em muitos aspectos da cultura tcheca. Praga é uma cidade bem preparada para receber turistas, então você não terá problemas para conversar em inglês com funcionários de bares, hotéis ou museus. Mas ao sair um pouco do centro histórico, é normal encontrar restaurantes e lojas onde ninguém fala uma palavra de inglês, especialmente as pessoas com mais de 40 anos.
Igreja de São Nicolau, na Praça da Cidade Velha.
Além disso, a famosa rispidez russa também é uma realidade aqui. Não que os tchecos sejam mal-educados, mas como nós, brasileiros, temos um comportamento mais expansivo, esta característica local se sobressai (e pode até assustar).
Arquitetura– Não sou nenhum expert em arquitetura. Na verdade, entendo pouco. Mas mesmo um leigo não pode deixar de notar a riqueza e a miscelânea arquitetônica de Praga. Torres góticas convivem lado a lado com igrejas barrocas; palácios renascentistas rivalizam com prédios em art noveau; casas cubistas dividem espaço com pontes românicas.
Relógio da Cidade Velha – Uma das principais atrações de Praga é o relógio da Cidade Velha. Muitas cidades da Europa têm relógios em torres, mas este ficou conhecido por ser o mais belo e perfeito da Boêmia, tanto que, segundo a lenda, os governantes do século XV cegaram o relojoeiro-mestre para que ele não reproduzisse sua obra em outra cidade. O mecanismo conta ainda com um peculiar relógio astronômico, com números arábicos, marcando as órbitas do sol e da lua em torno da Terra.
Teatro Nacional – A elite artística e intelectual sempre foi muito atuante em Praga. Na verdade, foi ela que ajudou a cidade a ser um lugar mais brando durante a Guerra Fria. Praga é a cidade dos teatros, das óperas. Mesmo que você não entenda tcheco, vale a pena assistir a uma peça, ópera ou concerto no Teatro Nacional, ou em qualquer outra casa de espetáculos da região.
Castelo de Praga – O Castelo de Praga não é só um castelo, nem mesmo uma cidadela. É um bairro localizado no ponto mais elevado da cidade. Aqui você vai encontrar, além do castelo em si, várias igrejas, museus, torres, palácios e a Catedral de São Vito. Atenção para o detalhe nerd: a Viela Dourada conta com uma loja que vende (a preços acessíveis) armas medievais, armaduras e action figures de fantasia (cavaleiros, orcs, dragões). Coisa pra enlouquecer qualquer um.
Mosteiro Strahov – Ainda no morro do castelo, este mosteiro é um oásis nerd. Ele escapou da extinção em 1783 convertendo-se em um centro de estudos. Aqui estão exemplares de animais bizarros e híbridos (ninguém sabe se são reais ou uma farsa). Além disso, a Sala de Filosofia abriga o mais antigo livro do país, um fac-símile do século IX.
Teatro Negro e marionetes – Praga é também a cidade das marionetes (vendidas em toda parte como souvenir) e do Teatro Negro de Praga, no qual atores maquiados de preto movem objetos contra um fundo escuro, sem serem vistos.
Bairro Judeu – A comunidade judaica sempre foi muito forte em Praga. O Cemitério Judeu é passeio obrigatório, mas duas sinagogas contam com detalhes interessantes. Uma lenda conta que há um golem escondido no telhado da sinagoga Staronová. No século XVI, o rabino Low teria dado vida à criatura por magia, mas a teria inutilizado quando o mostro revelou fúria destruidora.
Pedras sobre os túmulos no Cemitério Judeu: tradição
Já a sinagoga Maisel expõe inigualáveis joias e relíquias israelitas – curiosamente levadas para lá pelos nazistas, durante a ocupação. A intenção dos alemães era (pasmem) criar um museu dedicado ao “povo extinto”.
Parques – Nenhum turista vem ao Brasil sem ir à praia. Assim como nenhum turista deve ir a Praga sem conhecer os muitos parques que cercam a cidade. Numa tarde de verão, esses são os lugares mais agradáveis de estar, onde você pode relaxar na grama, tomar sol e saborear a melhor cerveja do mundo.
Próxima parada, Constantinopla – Ao fim de quatro dias em Praga, parti novamente para o aeroporto, desta vez para tomar um avião para a Turquia e encarar o destino final da minha aventura: a misteriosa cidade de Istambul, a antiga capital do Império Bizantino no ponto mais oriental da Europa... Mas essa jornada fica para um próximo post :-)
Há quase 10 anos, quando eu trabalhava no site Aqui, a revista eletrônica do buscador Cadê, escrevia quinzenalmente uma coluna de RPG. Na época, eu jogava bem mais do que hoje em dia, e tinha muito material próprio arquivado.
Quando a StarMedia (que controlava o Cadê) faliu, todas as páginas acabaram saindo do ar e eu achei que perderia as minhas colunas para sempre. Mas, para minha surpresa, navegando na internet, encontrei o site do designer e amigo Jacques Chueke, que era então responsável pela diagramação das páginas.
No website, o Jacques publicou algumas colunas, na seção de portifólio. Resultado: alguns dos meus artigos então de volta online!
Como eu sei que muita gente que lê este blog também joga RPG, resolvi indicar aqui duas matérias. Uma delas contém dicas para mestres; outra dá sugestões para jogadores, desde a criação de personagem até a interpretação.
Para visualizar, é só clicar nos links abaixo. Espero que seja útil!
Em julho de 2008 fiz uma viagem pela Europa e, depois de uma passagem pela legendária Amsterdã, voei para Praga, capital da República Tcheca, onde fui recebido já no aeroporto pelo nosso querido Afonso 3D.
Com um hálito que chegava longe e misturava cerveja e café (acreditem, isso é possível), 3D me guiou pelos principais pontos turísticos da cidade, culminando em um parque no alto de Cidade Velha.
Editei um primeiro vídeo, tosco, como experiência. Se a atração agradar, talvez eu edite mais alguns aqui. Ainda estou tateando para achar um formato legal. Aceito sugestões. A quem interessar possa, tenho usado o Sony Vegas.
Para quem não entendeu a piada, eu explico: a edição #166 do NerdCast foi gravada na noite de sexta-feira, 12 de junho: em pleno Dia dos Namorados!!!
No sábado, visitei o blog do Guilherme Briggs (Teatro dos Bonecos) e tive essa idéia. A imagem está tosca, mas valeu a intenção :-)
Em seguida, mandei esta montagem por email para os participantes do programa. O Briggs se empolgou e também resolveu entrar na dança. Olha só o resultado abaixo.
MiG-25, mesmo caça comandado pelo piloto russo desertor.
A tragédia do voo AF 447 da Air France chocou, comoveu e assustou muita gente. Não é para menos. Ainda sem causa definida, ninguém sabe ao certo o que fez o Airbus A-330 despencar sobre o oceano Atlântico, no dia 31 de março.
Acidentes (e incidentes) sem motivos esclarecidos não são assim tão raros nos anais da aviação comercial. Provavelmente o mais célebre da história brasileira é o caso do cargueiro 707-323 da Varig, que desapareceu no Pacífico no dia 30 de janeiro de 1979 e nunca mais foi encontrado.
Por anos escutei falar sobre esse incidente em almoços de família, e basicamente há duas versões para o caso: a “séria” e a “conspiratória”.
Os pilotos de verdade nem cogitam as loucas hipóteses de discos voadores ou coisa do tipo. Eles são unânimes em afirmar que o que provavelmente aconteceu foi uma despressurização da cabine, o que teria deixado a tripulação desacordada. O avião teria, então, voado sem destino por vários quilômetros, até despencar em um ponto não determinado do oceano Pacífico.
Vale lembrar que, naquela época, os sistemas de radares não cobriam áreas tão extensas como hoje e a função do piloto automático era mais precária, embora não deficiente.
Mas o caso, como ficou sem explicação, abriu espaço para muitas especulações e teorias. Dentre elas, a mais conhecida e coerente é a seguinte.
Boeing 707 da Varig.
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO – 707 VARIG
Em 1976, o piloto soviético Viktor Ivanovich Belenko desertou da URSS, decolando de uma base na Sibéria com seu um MiG-25 de última geração (na época) e pousando em um aeroporto civil de Hakodate, no Japão.
O caça russo teria, então, sido estudado pelos estadunidenses, desmontado e preparado para ser mandado para os Estados Unidos, onde passaria por análises mais rigorosas. As peças desse MiG teriam, portando, sido embarcadas no cargueiro da Varig, que seguiria para o Rio de Janeiro, com escala (adivinha onde?) em território americano.
Daí em diante, há várias versões conspiratórias para o que poderia ter ocorrido ao Boeing. Uma delas sustenta que a aeronave fora abatida por jatos soviéticos, depois que a KGB descobriu a natureza da carga. Outra vai no sentido contrário e afirma que a tripulação chefiada pelo comandante Gilberto Araújo da Silva teria desembarcado nos Estados Unidos, e lá ficado.
Algumas curiosidades. O cargueiro também transportava quadros do artista japonês naturalizado brasileiro Manabu Mabe, avaliados em cerca de R$ 2 milhões.
O primeiro oficial do voo, Erny Peixoto Myllius, havia morado em Los Angeles a serviço da Varig, cidade base da companhia para pilotos que transportavam os aviões em trajetos ao Japão – isso num tempo em que nenhum piloto brasileiro queria aceitar este chamado “baseamento”.
E, por fim, o dado mais entranho. O comandante Gilberto foi o mesmo que sobrevivera a um dos acidentes mais impressionantes envolvendo uma empresa de bandeira brasileira: em 1973, ele realizou um pouso forçado em uma plantação de repolhos perto de Paris, depois que um incêndio no banheiro encheu o avião de fumaça.
O resultado foi contabilizado em 123 mortes. Apenas um passageiro e os 10 tripulantes sobreviveram.