Conheci o Raphael Draccon no início do ano, quando fui convidado a gravar o podcast Papo na Estante, conduzido pelos excelentíssimos senhores Thiago Cabello e J.G. Valério (O Nerd Escritor). A conversa fluiu super bem, todos com as mesmas ideias e conceitos sobre métodos de trabalho e ética profissional. Como o Raphael também mora no Rio de Janeiro, marcamos de tomar um café e daí começou a nossa amizade.
Já no primeiro encontro, senti que estava diante de um profissional talentoso e disciplinado, e de uma pessoa honesta e simples. Ele surgiu com essa ideia de trocarmos os nossos livros (“A Batalha do Apocalipse” e “Dragões de Éter”), e acabamos nos tornando fãs um do outro.
Esta semana terminei de ler o segundo volume da sua série literária – “Corações de Neve” –, e estou postando a resenha em primeira mão, aqui no Filosofia Nerd. Quem ainda não leu, atente ao aviso sobre spoilers, no final do texto.
SEM SPOILERS
De cara, o que mais impressiona na obra de Draccon é o talento que ele tem para escrever. Eu, pessoalmente, tive que ralar e treinar muito para desenvolver meu estilo, mas o Raphael parece que nasceu com um dom especial para a coisa. Posso dizer, com toda a sinceridade, que a habilidade com que ele conduz a narrativa é diga de grandes autores brasileiros.
O texto de Raphael Draccon tem algo de poesia – ou, melhor, é pura poesia, aliada à prosa. Nada mais coerente com um cenário habitado por criaturas de contos de fadas do que uma metáfora para as questões humanas mais profundas.
DAQUI PARA BAIXO, SPOILERS
“Dragões de Éter – Corações de Neve” surpreende por sair do lugar comum. Em meio ao hype da literatura povoada por magos e guerreiros, este romance não é apenas uma aventura, é uma releitura das histórias e mitos antigos. Aqui não há grandes combates em feras aladas, cavaleiros de armaduras ou bruxos lançando seus feitiços – na verdade, até há, mas este não é o atrativo do livro. A obra triunfa em suas metáforas, nos seus diálogos cheios de significados e no sentido de nos fazer ver além da forma, enxergando assim a mensagem.
Já no primeiro encontro, senti que estava diante de um profissional talentoso e disciplinado, e de uma pessoa honesta e simples. Ele surgiu com essa ideia de trocarmos os nossos livros (“A Batalha do Apocalipse” e “Dragões de Éter”), e acabamos nos tornando fãs um do outro.
Esta semana terminei de ler o segundo volume da sua série literária – “Corações de Neve” –, e estou postando a resenha em primeira mão, aqui no Filosofia Nerd. Quem ainda não leu, atente ao aviso sobre spoilers, no final do texto.
SEM SPOILERS
De cara, o que mais impressiona na obra de Draccon é o talento que ele tem para escrever. Eu, pessoalmente, tive que ralar e treinar muito para desenvolver meu estilo, mas o Raphael parece que nasceu com um dom especial para a coisa. Posso dizer, com toda a sinceridade, que a habilidade com que ele conduz a narrativa é diga de grandes autores brasileiros.
O texto de Raphael Draccon tem algo de poesia – ou, melhor, é pura poesia, aliada à prosa. Nada mais coerente com um cenário habitado por criaturas de contos de fadas do que uma metáfora para as questões humanas mais profundas.
DAQUI PARA BAIXO, SPOILERS
“Dragões de Éter – Corações de Neve” surpreende por sair do lugar comum. Em meio ao hype da literatura povoada por magos e guerreiros, este romance não é apenas uma aventura, é uma releitura das histórias e mitos antigos. Aqui não há grandes combates em feras aladas, cavaleiros de armaduras ou bruxos lançando seus feitiços – na verdade, até há, mas este não é o atrativo do livro. A obra triunfa em suas metáforas, nos seus diálogos cheios de significados e no sentido de nos fazer ver além da forma, enxergando assim a mensagem.
Aos que ainda não leram DdE e se arriscaram a bisbilhotar estas linhas, eu aconselho que encarem o romance sem preconceitos, tendo certeza de que não verão um “Eragon” ou mesmo um “Senhor dos Anéis”. O que pode parecer uma desvantagem para alguns é o diferencial para outros – foi assim que Draccon consegui se destacar em meio à infinidade de histórias fantásticas disponíveis no mercado.
NOVA ETHER E SEUS PERSONAGENS
O cenário por onde caminham os nossos heróis é o reino de Nova Ether, que apresenta-se como um reflexo dos sonhos e da imaginação dos seres humanos do mundo real – exatamente por isso, aqui tudo é possível.
O meu personagem preferido é o príncipe Axel Branford, um herói no sentido mais clássico do termo – e acredito que este também seja o favorito de Draccon, pois o jovem monarca rouba a cena com seu treinamento e combate no torneio de pugilismo Punho de Ferro. Neste ponto, dá para identificar bem as referências aos filmes de Bruce Lee e a identificação com a Jornada do Herói, com a queda e o renascimento de Branford – Axel é quem mais aprende ao longo da história, e nós também aprendemos com ele.
Outra figura que me cativou foi o famosíssimo Robert de Locksley, uma versão etérea de Robin Hood, com seu time de seguidores, tais como John Pequeno e o frei Tuck.
NÚCLEOS
A obra é dividida em núcleos de personagens, semelhantes às estruturas de roteiro de seriados de TV, no melhor estilo “Lost” e “Heroes”. Isso é natural, uma vez que Draccon também é roteirista, e domina muito bem a linguagem cinematográfica.
Outro destaque vai para a parte gráfica. A capa e a formatação de “Dragões de Éter – Corações de Neve” são belíssimas. Se você, como eu, gosta de ter um belo livro na estante, não vai se arrepender.
Aguardo ansiosamente o lançamento do próximo livro da série. O volume é precedido por “Caçadores de Bruxas” e será seguido por “Círculos de Chuva”.
Abaixo, confira o trailer do Volume 1.
LINKS
» Conheça o blog do escritor Raphael Draccon
» Compre: Dragões de Éter – Corações de Neve
» Siga Raphael Draccon no Twitter, aqui














3 comentários:
já li os dois livros, e são ótimos!
Sei que nao tem haver com o post mas é que tentei pelo orkut mas nao deu,rs.
Cara, nao quero parecer aqueles fãs freaks mas só agradecer por todo conhecimento que você transmite. Não li seus livros e nem frequentos os blogs mas ouço o nerdcast desde o começo e suas participações são ótimas! Enfim, ouvindo o nerdcast sobre RPG - O mestre fiquei muito empolgado em mestrar pois sou mega nerd em rpg e jogos e livros da area.
Uma pena que eu e meus amigos estamos sem tempo mas pretendo jogar agora nas férias. Vou mestrar um Gurps/D&D com uma idéia que pelo menos para mim é nova. Dar a chance dos players construirem o mundo no qual eles jogam, como no jogo Dragon Age da Bioware.
Depois desse background todo gostaria de saber se vc tem alguma indicação de leitura, tanto quanto "melhor" edição do d&d como livros sobre fantasia.
Meu e-mail é vinicius.lcorrea@gmail.com ou no orkut sou o V.E.
Agradeço pela atenção e sucesso!
Fiquei muito curioso agora! Vou ter que comprar. Vende onde? vende na livraria cultura?
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